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As moedas e a história do Brasil
A história de um país pode ser contada através de seu dinheiro? Talvez nem tudo mas, certamente, o dinheiro mostra dados reveladores de conjunturas políticas, de comportamentos, ideologias e, principalmente, estrutura econômica.Registro de momentos e não somente valor de capital, o dinheiro se tornou, desde os primórdios, objeto atraente para estudiosos, filósofos, historiadores, artistas e até, porque não, de simples curiosos.
Nesse espaço, compilamos uma cronologia ligando fatos históricos e moedas, moedas brasileiras. Não nos atrevemos a opinar sobre o porquê das moedas terem sido o que foram nesses períodos. Todavia, fica o material exposto para que essa analogia seja feita pelos nossos próprios leitores e que a viagem na história brasileira seja também, um vislumbre da beleza artística dessas magníficas peças metálicas.
Cruzeiro Real, o mais breve padrão monetário
O padrão que durou exatos 11 meses, teve como base a resolução 2010 e a medida provisória 336, de 28/07/1993, além da lei 8697, publicada quase um mês depois, em 27/08/1993. No rastro de outra explosão inflacionária, a medida provisória 434, de 17/02/1994, estabeleceu a Unidade Real de Valor (URV), uma espécie de moeda paralela sem valor de troca, que era reajustada dia a dia e visava à preparação de uma nova moeda.Julius Meili (1839-1907)
Nasceu em 1839, na Suiça. Faleceu em 1907, também em Zurique, Suiça. Pouco se sabe de sua vida anterior à sua vinda ao Brasil aos 31 anos de idade. Permaneceu no nosso país de 1870 a 1892, desenvolvendo atividades diplomáticas em Salvador, tendo sido, aos 36 anos, nomeado Cônsul da Confederação Helvética, cargo que exerceu por seis anos.
Julius Meili teve a mais completa coleção numismática brasileira, um hábito que o colecionador adquiriu ao mudar-se para o Rio de Janeiro. Após sua experiência como cônsul, no final do império, veio para o Rio de Janeiro dirigir a sucursal da firma “Cramer, Frey & Cia.