O "X" da questão: haste invertida

Um fato simples, porém curioso e digno de discussões entre os entusiastas: afinal, a inversão das hastes nas moedas de XX réis, no cobre de 1813, trata-se de descuido no projeto do cunho, "inovação" ou mera falsificação? Atentar que esse detalhe só foi visto nessa moeda de 1813. No entanto, no Catálogo J. Vinicius de Moedas do Brasil, consta a data de 1814, também.

Quando é visível diferença entre as grossuras das hastes dos Xs, nos valores faciais em algarismos romanos das moedas de cobre da Colônia, é costume as hastes "\" apresentarem-se mais grossas do que as hastes "/".


O comum é a haste "\" ser mais grossa que a haste "/"

Porém, nessa versão de 1813, acontece justamente o contrário: a haste "/" é que é a mais grossa! A moeda teria sido produzida na Casa da Moeda do Rio de Janeiro (letra monetária R sobre a esfera armilar).

    
Nessa variação de 1813, ocorre de a haste "\" ser mais fina que a haste "/"