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3 florins (1645-1646) - 1645-1646 Florins holandeses - Ouro
6 florins (1645-1646) - 1645-1646 Florins holandeses - Ouro
12 florins (1645-1646) - 1645-1646 Florins holandeses - Ouro

3 florins (1645-1646)

1645-1646 Florins holandeses - Ouro

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 3 florins
Denominação: III florins
Padrão Monetário: Florins
Série: Florins holandeses - Ouro
Período de emissão: 1645-1646
Material: ouro
Fabricante: Cia. Privilegiada das Índias Ocid.
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 3 florins (1645-1646) - 1645-1646 Florins holandeses - Ouro
Bordo de 3 florins (1645-1646) - 1645-1646 Florins holandeses - Ouro
Reverso de 3 florins (1645-1646) - 1645-1646 Florins holandeses - Ouro
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© Angelini Coins

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Colar de pérolas com um grande W entrelaçado com um G e um C. Sobre o monograma, que representa as iniciais da GEOCTROYEERDE WEST-INDISCHE COMPAGNIE (Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais), o respectivo valor expresso em algarismos romanos.

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Colar de pérolas, tendo ao centro as palavras ANNO / BRASIL, em duas linhas paralelas e abaixo a data 1645 ou 1646.

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda fabricada por Cia. Privilegiada das Índias Ocid. entre 1645 e 1646. Consideradas as primeira moedas brasileiras tanto por conter o nome BRASIL como por terem sido fabricadas em solo brasileiro. As medidas são aproximadas uma vez que não havia precisão dada a precariedade em sua produção.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: retangular
Diâmetro: 13 mm
Peso: 1,8 g
Espessura: mm
Bordo: liso
Eixo: Reverso Medalha (EV) ⇈

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1645 n/d 1645-O-003
1646 n/d 1646-O-003

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 5

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1645 1645-O-003 O-1 O-001 O-5 7.01
1646 1646-O-003 O-4 O-002 O-6 7.02

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

FLORINS - Florins (uso excepcional)
Monetário holandês, sem fundamentação legal no Brasil. Durante a ocupação de Pernambuco, os holandeses cunharam moedas emergenciais, conhecidas como obsidionais.

PERÍODO POLÍTICO

Colônia, D. João IV - O Restaurador (1640-1656)
João IV (1604-1656), apelidado de "o Restaurador", foi Rei de Portugal e Algarves de 1640 até sua morte. Líder na conquista da independência de Portugal do controle da Espanha. Assinou o Alvará de 26/02/1643, oficializando a aplicação de contramarcas em moedas espanholas. Ainda era rei de Portugal quando da expulsão dos holandeses no Brasil, onde foram produzidas moedas obsidionais para pagamento dos soldados.

CONTEXTO HISTÓRICO

O Ducado Brasileiro: a primeira moeda com o nome do Brasil

Poucos sabem, mas a primeira moeda a trazer gravado o nome BRASIL não foi cunhada pela Coroa Portuguesa, e sim pelos holandeses, durante o período conhecido como Domínio Holandês. No século XVII, parte do Nordeste brasileiro — especialmente Pernambuco — esteve sob o controle da Companhia das Índias Ocidentais, que transformou Recife em sua capital administrativa entre 1630 e 1654.

O contexto do Domínio Holandês
A ocupação holandesa não foi apenas militar: ela trouxe consigo engenheiros, comerciantes e artistas, que reorganizaram a cidade e buscaram integrar o Brasil ao circuito econômico internacional. Recife chegou a ser chamada de “Mauritsstad”, em homenagem a João Maurício de Nassau, governador que promoveu obras urbanas e incentivou a ciência e a cultura. Nesse ambiente de intensa atividade comercial, surgiu a necessidade de ampliar o meio circulante.

A cunhagem das moedas
Em 1645, os conselheiros holandeses em Recife autorizaram a cunhagem de moedas de ouro. Diferentes dos formatos tradicionais, elas tinham forma quadrada e exibiam o emblema da Companhia Holandesa, além de legendas com o valor, o ano e, pela primeira vez, a palavra BRASIL.  

Essas moedas ficaram conhecidas como Ducado Brasileiro ou Florim do Brasil. Foram emitidas em três valores distintos e tinham uma peculiaridade: valiam cerca de 20% a 30% a mais do que os florins da Holanda. Essa diferença era estratégica, para evitar que as moedas fossem levadas de volta à Europa e garantir que permanecessem em circulação no território ocupado.

Um símbolo raro da nossa história
Mais do que simples peças de ouro, os ducados brasileiros representam um momento singular da história nacional: o instante em que o nome “Brasil” apareceu pela primeira vez em uma moeda. Eles são testemunhos de um período em que o Nordeste esteve integrado ao comércio mundial sob domínio estrangeiro, mas também de como o país começava a se afirmar como identidade própria.